sábado, 6 de agosto de 2011

Plano de Desenvolvimento Individual do Aluno- PDI

 

Avaliação Educacional do AlunoRelatório Circunstanciado



Avaliação Educacional Diagnóstica

  • Tem por finalidade conhecer o nível de competência curricular do aluno, ou seja, o nível de aprendizagem alcançado nas diversas áreas do currículo, seu estilo de aprendizagem, seus interesses e suas motivações, assim como o grau de ajuda e os recursos de que precisa para progredir em sua aprendizagem.
  • No caso de aluno(a) com algum tipo de necessidade educacional especial é importante conhecer algumas características de suas necessidades possíveis de influir em seu desenvolvimento e em seu processo de aprendizagem, a fim de identificar a ajuda e os recursos de que precisam. Vale lembrar, no entanto, que as dificuldades de aprendizagem dos alunos(as) em geral não derivam exclusivamente de condições internas, mas dependem de múltiplos fatores: de suas experiências educacionais, pessoais e familiares e, especialmente, do tipo de resposta educacional que lhe é oferecida. Neste sentido, a avaliação deve ser ampla e equilibrada, considerando tanto as potencialidades e aptidões do aluno(a) quanto suas dificuldades.
  Trata-se de identificar os fatores que facilitam ou limitam o processo de aprendizagem e de participação dos alunos(as). Alguns aspectos a considerar são os seguintes:
1.Aspectos físicos e ambientais: acessibilidade, iluminação, nível de ruído, distribuição de espaço, etc.
2.Ambiente da sala de aula ou aspectos interativos: atitudes e expectativas dos docentes, relações professor(a)e(a)s/aluno(a)s, relações entre os alunos etc; e
3.Prática pedagógica: estratégias metodológicas, programação, procedimentos de avaliação, tipos de apoio etc.



Procedimentos da avaliação
1.Observação do processo: atuação ou execução – para analisar e valorar certas situações educacionais no âmbito da sala de aula, de que modo influem no processo de aprendizagem dos aluno(a)s e proceder a um acompanhamento e a um controle sistemático deste. Esta informação é de vital importância para retroalimentar o processo de ensinar e tomar decisões orientadas para a melhoria do planejamento e da atividade educacional, no que relaciona a metas, conteúdos, estratégias, necessidades de apoio, adequações, recursos etc.
2.Observação de produto ou resultados: quando o propósito da observação é proceder a uma qualificação da atuação do aluno(a). Nesses casos, a observação deverá ser “controlada”. Tal controle tornará possível uma maior objetividade.



Técnicas e recursos que facilitam o controle dos processos de aprendizagem dos aluno(a)s:
1.Registro de Episódios: anotação dos fatos, episódios ou incidentes mais significativos ou relevantes na conduta e desempenho dos aluno(a)s. Normalmente, esta técnica é utilizada em casos específicos de aluno(a0s ou grupos de aluno(a)s que evidenciam dificuldades em termos de comportamento ou de interação.
2.Diário do Professor: registro escrito das observações informais feitas pelo professo(a) sobre o impacto das estratégias aplicadas a aluno(a)s ou a grupos de aluno(a)s: sentimentos ou percepções próprias ou expressadas pelos aluno(a)s em face de determinadas propostas, situações ou atitudes.
3.Registro de Observação: é um modelo que permite registrar em relação aos objetivos estabelecidos, a partir de uma série de indicadores, possível de observar durante as atividades da sala de aula.




1.Lista de verificação: é uma relação de dados sobre tipos de conduta ou de características, habilidades, avanços obtidos na aprendizagem, aspectos observados pelo(a) professor(a) com base na relação presença/ausência. É recomendável que incluam observações que permitam registrar aspectos qualitativos do desempenho. É utilizada com freqüência, para registrar sistematicamente traços de conduta, cumprimento de tarefas e progresso obtido na aprendizagem.
2.Análise dos trabalhos e das produções do aluno(a): esta análise proporciona informações sobre as produções dos aluno(a)s, seus erros mais freqüentes e sobre a maneira como organizam o trabalho, seus hábitos, bem como sua evolução ao longo do curso. É uma boa maneira de determinar a distância da criança em relação a seu grupo e como é o tipo de trabalho que se desenvolve na sala de aula, bem como o tipo de tarefa que realizam com maior freqüência, quais não realizam nunca e como o(a)  professor(a) avalia as tarefas dos aluno(a)s.


O que deve conter na avaliação educacional diagnóstica?


imagem Plano de Desenvolvimento Individual - PDIimagem Plano de Desenvolvimento Individual - PDIl








Educação Especial Inclusiva
1.Conduta do aluno diante da avaliação
2.Desenvolvimento cognitivo e psicolingüístico
3.Desenvolvimento psicomotor
4.Desenvolvimento emocional
5.Desenvolvimento social
6.Estilo de aprendizagem
7.Avaliação dos conteúdos (português, matemática, história, geografia,ciências)
8.Contexto sócio-familiar
9.Análise do contexto da sala de aula
10.Análise do contexto escolar
Os dados de referência podem ser encontrados no Caderno Saberes e Práticas da inclusão: Avaliação para identificação das necessidades educacionais especiais, MEC/Brasília/2005.



Plano de Desenvolvimento Individual do Aluno




Apresenta o percurso estratégico e avaliatório de forma processual e descritiva do aluno
Constitui-se em um aporte instrumental importante para a regulação da aprendizagem do aluno, por eles mesmos e pelos docentes, bem como para a avaliação da intervenção pedagógica em seus múltiplos aspectos.
A dinâmica e a lógica do plano de desenvolvimento individual do aluno funda-se na perspectiva do exercício contínuo do planejamento político-pedagógico.


Parte da premissa de que os processos de aprendizagem dos saberes sociais e culturais, no interior da escola, não podem e não acontecem ao acaso, nem, tão pouco, prescindem da mediação, da ação planejada e sistemática e da orientação pedagógica tangenciadas pelas intenções educativas presentes na proposta curricular da escola.
Encerra processos de planejamento e avaliação que não diferem daqueles necessários à atividade pedagógica, à aprendizagem e ao desenvolvimento de todos os alunos, não só daqueles que apresentam necessidades educacionais especiais.
Embora seja um plano individual, não pode ser realizado fora dos contextos das trocas sociais nas salas de aula, na escola, na família e na comunidade.






Não se resume ao processo avaliatório, mas articula-se intimamente com o projeto político-pedagógico da escola

Não dispensa:
1.A proposta curricular prevista no projeto político-pedagógico;
2.O relatório circunstanciado emitido por outros profissionais que atendem o aluno;
3.A avaliação educacional diagnóstica inicial do aluno;
4.O planejamento curricular;
5.As estratégias de avaliação dos conhecimentos e capacidades trabalhadas no processo de ensino e aprendizagem da turma e do aluno;
6.O uso dos diversos instrumentos de avaliação;
7.avaliação constante de seu processo e resultados.



Quem elabora e como organizar o PDI?



O PDI é um meio de comunicação, que possibilita aos pais e ao pessoal da escola determinarem, conjuntamente, como parceiros iguais, as necessidades dos alunos, os serviços que lhes serão providos para atender àquelas necessidades e os resultados esperados.
Propicia uma oportunidade para resolver as diferenças que possam existir entre os pais do aluno e a escola.
Acolhe por escrito o compromisso de prover os recursos necessários que asseguram para o aluno o recebimento dos serviços especia.
É um instrumento de gestão que assegura aos alunos os serviços de atendimento educacional especializado que necessitarem.
É um documento de monitoramento utilizado por pessoas autorizadas de vários órgãos governamentais para determinar se os alunos estão recebendo educação pública, adequada e gratuita, a respeito da qual os pais e a escola concordaram.
Serve como um dispositivo de avaliação para determinar a extensão dos progresso dos alunos em direção aos resultados projetados.
O PDI deve ser disponibilizado pela escola a todos os alunos com necessidades educacionais e com necessidades educacionais especiais a fim de garantir o sucesso deles no mesmo espaço escolar em que os demais alunos estejam estudando.



Etapas e ações para o processo de desenvolvimento do PDI

O processo de revisão do PDI



O processo de revisão do PDI tem o objetivo de atender às novas circunstâncias que poderão surgir. Tem as seguintes etapas:
1.Avaliação da equipe sobre o PDI originalmente preenchido
2.Negociação dentro da equipe para concluir divergências
3.Negociação e recomendações ao aluno, a família e a equipe escolar
4.Confirmação das decisões sobre o aluno: equilíbrio entre as atividades projetadas, adequação à idade, melhoria da imagem e da participação social, aumento das competências.
5.Revisão, implementação e monitoramento trimestral ou no tempo estimado pelo PDI.
6.Considerações aos desejos e preferências do aluno e da família.




Deve-se levar em conta as seguintes questões na revisão do PDI
1.As atividades de aprendizagem indicadas para a gestão pessoal, o lazer e o trabalho estão em equilíbrio?
2.As atividades de aprendizagem estão levando em consideração os desejos e preferências do aluno e da família?
3.As atividades de aprendizagem aumentarão as competências do aluno?
4.As atividades de aprendizagem promoverão a melhoria da imagem e da participação do aluno na sociedade?
5.As atividades de aprendizagem levarão o aluno a resultados significativos para ele?
6.O aluno está utilizando o que está aprendendo?



Sugestão: documento do PDI













Avaliação Educacional do Aluno
Relatório Circunstanciado




O Relatório Circunstanciado é preenchido a partir do Plano de Desenvolvimento Individual do Aluno e quando for decidido encaminhá-lo  para o Atendimento Educacional Especializado.
O Relatório Circunstanciado diz respeito a todas as circunstancias condicionantes do desenvolvimento (orgânico, psíquico e social), da aprendizagem, do relacionamento intra e interpessoal, das questões relativas à comunicação e à afetividade dos alunos avaliados, em todos os âmbitos das práticas sociais dos atendimentos e das atividades em que esses alunos estiverem envolvidos. É importante que as informações prestadas, mediante o relatório circunstanciado, primem pela fidedignidade das fontes e dos conteúdos aduzidos.
De acordo com a Resolução 451, de 27 de maio de 2003 do Conselho Estadual de Educação, Art. 8° inciso II, a avaliação educacional deve ser realizada por uma equipe pedagógica composta no mínimo por professor, supervisor e/ou orientador educacional.
De acordo com a Secretaria do Estado de Educação, o Relatório Circunstanciado deve ser preenchido a partir da observação do professor e da busca de informações na pasta do aluno, com os vários profissionais e com a família. É fundamental que sejam registradas as fontes das informações.



Solicitação do Atendimento Educacional Especializado - AEE

Anualmente, para a organização e solicitação de AEE, devem ser observados os seguintes passos:
1. A escola apresenta a demanda preenchendo a avaliação educacional do aluno. Esta avaliação apontará a necessidade educacional especial a ser atendida e deve de ser digitada no programa de cadastramento do AEE (não há mais a necessidade do Formulário VI);
2.A SER/SAI, mediante as avaliações apresentadas pelas escolas, indicará, conforme critérios de infra-estrutura e condições de acessibilidade, a escola que oferecerá o AEE.
3.Escola e SRE serão responsáveis pela organização do AEE, observados os parâmetros descritos na Orientação normativa;
4. A escola deverá aguardar a autorização da DESP para iniciar a oferta do atendimento.



Relatório Circunstanciado preenchido a partir do caso Roberto Martins

 

Relatório Circunstanciado

I – Identificação do Aluno (continuação)
2.1 – Com que idade o aluno começou a freqüentar a escola?
Roberto iniciou sua escolaridade aos 6 anos de idade e até o momento não recebeu atenção especializada.
2.2 – Onde e como foi este percurso até o momento?
Roberto não fez educação infantil iniciando sua escolarização nesta escola pública e não está progredindo satisfatoriamente em seu processo educacional. Atualmente apresenta dificuldades de aprendizagem em várias disciplinas, em especial na área de linguagem oral e escrita. O aluno já foi retido uma vez no 2º ano do ciclo de alfabetização por não ter conseguido alcançar os objetivos propostos para este ano de escolaridade e também como uma forma estratégica de ajuda ao aluno. Esta retenção foi de comum acordo coma família, sendo que a retenção deve ser feita apenas no 3° ano do ciclo de alfabetização.
2.3 – Se houve alguma mudança de escola citar o motivo.
Não houve mudança de escola. Esta escola é a mais próxima de sua casa e a família sente receber apoio educacional necessário aos interesses do filho.





 






























Para ter o conteúdo acima em Powerpoint, mande um e-mail para blogcajuru@gmail.com

Você pode também aprender mais no curso:

Educação Especial Inclusiva

Postagem anterior
Próximo

Marketing Digital. Seja encontrado na internet e aumente seus clientes https://www.facebook.com/padconsult/
Seja você também um autor deste blog. Saiba mais em Parcerias

0 comentários: